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Costeletas de Porco Mel e Alho

Costeletas de Porco Mel e Alho

Por Julia

Costeletas de porco seladas na frigideira com molho adocicado e levemente picante à base de mel, caldo de galinha, vinagre de arroz, shoyu e toque de cayena. Temperos simples como sal, pimenta e alho em pó realçam a carne. O molho reduz até ganhar cor âmbar e textura aveludada, envolvendo as costeletas. Finalizadas com salsinha fresca. Variante com vinagre de maçã traz leve acidez diferente. Receita rápida com técnica de selagem e controle de temperatura que evita carne ressecada e molho queimado.
Preparo: 12 min
Cozimento: 28 min
Total: 40 min
Porções: 4 porções
#costela #alho #mel #caseira
Já perdi as contas das vezes em que tentei temperar costeletas de porco e elas saíram secas ou sem graça. Com o tempo fui entendendo que selar bem a carne antes de colocar o molho faz toda a diferença – cria aquela crosta dourada que segura os sucos dentro e evita que o mel queime. Também descobri que trocar o vinagre de arroz pelo de maçã confere uma acidez mais suave, quase frutada, que equilibra com o doce intenso do mel e o salgado do shoyu. Além do mais, controlar o fogo durante a redução do molho exige um olhar atento, pois em minutos o molho pode empapar de mais ou ficar aguado. Aprender a sentir o ponto certo pelo brilho, aroma e textura do molho é que é chave. No fim, custou algumas tentativas, mas o resultado é um prato que junta o conforto da comida caseira com um toque de sofisticação simples.

Ingredientes

  • 1 colher de chá de sal marinho
  • 1 colher de chá de pimenta-do-reino moída
  • 1 colher de chá de alho em pó
  • 4 costeletas de porco com osso (cerca de 2,5 cm de espessura)
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 120 ml de caldo de galinha caseiro (ou água com um cubo de caldo)
  • 2 colheres de sopa de vinagre de maçã (substituindo o vinagre de arroz)
  • 3 colheres de sopa de shoyu (molho de soja)
  • 1/4 colher de chá de pimenta caiena
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal
  • 3 dentes de alho fatiados finos
  • salsinha fresca picada para finalizar
  • Sobre os ingredientes

    Salgueiras e pimenta na medida certa são essenciais para que o sabor da carne seja realçado sem dominar o prato. O alho em pó ajuda a dar aquele suporte aromático sutil, sem os pedaços de alho que às vezes queimam na frigideira. O mel é a doçura principal, experimente mel de flor de laranjeira para um aroma mais cítrico. Caldo de galinha pode ser substituído por caldo de legumes ou até água temperada com um toque de sal caso queira versão menos intensa. Use vinagre de maçã para uma acidez levemente frutada, se não tiver pode voltar ao vinagre de arroz, mas diminua um pouco na quantidade para evitar amargor. Shoyu deve ser o tradicional, evite os com muito sal e aditivos. A caiena é só um toque para dar contraponto – não precisa ser muito para sentir o calor no fundo da língua. A salsinha fresca no final traz frescor e cor ao prato.

    Modo de preparo

  • Misture sal, pimenta e alho em pó numa tigela pequena. Reserve.
  • Tempere ambos os lados das costeletas com essa mistura. Tome cuidado para não passar no sal; a manteiga e o shoyu puxam mais salinidade depois.
  • Numa tigela média, junte mel, caldo de galinha, vinagre de maçã, shoyu e caiena. Bata até uniformizar. O vinagre de maçã dá outra profundidade, suave e um pouco mais doce. Reserve.
  • Pré-aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio. Coloque azeite e manteiga para envolver o sabor e evitar que a manteiga queime rápido. Espere a manteiga derreter e espumar devagar – sinal de temperatura boa.
  • Selar as costeletas de porco de um lado até dourar, isso leva cerca de 3-4 minutos; o som do chiado muda quando a capa começa a formar. Vire para selar o outro lado, mais uns 3 minutos. A costela deve estar firme mas ainda úmida por dentro.
  • Depois que ambos os lados estiverem dourados, adicione as lâminas de alho na frigideira. Mexa só 40 segundos, deixe o aroma do alho invadir o óleo e a manteiga, mas cuidado para não queimar – amargor horrível.
  • Coloque a mistura de mel na frigideira e vá movimentando as costeletas para revestir bem com o molho. O mel e o shoyu vão começar a caramelizar devagar; fique atento à textura do molho, tem que engrossar com brilho cor âmbar, leva uns 12-15 minutos. Se o fogo estiver alto demais, queima fácil e fica amargo.
  • Vire as costeletas a cada 4-5 minutos durante o cozimento do molho para que absorvam o sabor por igual e cozinhem por dentro sem ressecar a parte externa.
  • Use um termômetro para carnes: quando mostra 68°C (155°F), está no ponto certo – suculenta e segura para consumo. Aí aumenta para fogo médio-alto e deixa o molho ferver rápido para obter consistência mais grossa e brilhante. Isso é o segredo do toque final, aquele molho que gruda na carne e faz lambuzar os dedos.
  • Polvilhe salsinha fresca picada na hora para dar contrastes de cor e frescor herbal, não tem erro.
  • Sirva imediatamente. Vai bem com purê de mandioca, arroz branco e uma saladinha leve.
  • Dicas de preparo

    Selar as costeletas em fogo médio com uma mistura de azeite e manteiga garante que a manteiga não queime rápido e confere sabor rico. O segredo está na paciência para deixar o dourado perfeito – muita pressa e essa crosta não se forma. O alho entra depois que virar a carne para evitar queimar e fica com um aroma incrível. A redução do molho exige fogo médio para sublime caramelização: o mel conecta com o shoyu, o vinagre realça sem amargar, tudo enquanto a pimenta arde delicadamente. Movimentar as costeletas para cobrir de molho uniformemente e virar dentro da frigideira evita cozimento desigual. O termômetro não é luxo, ajuda a evitar carne crua ou muito passada. Após atingir 68°C, só aumentar o fogo para engrossar rápido o molho, trazendo brilho e espessura que fazem os olhos brilharem. Um prato cheio de sensações, mas que pede atenção e afeto na cozinha.

    Dicas da chef

    • 💡 Aqueça a frigideira antes de colocar as costeletas. O som do chiado é essencial. Dourar é criar a crosta. Manteiga e azeite juntos são chave. Se o fogo estiver alto demais, a manteiga queima fácil. E o sabor acaba. Use sempre um termômetro de carne para evitar surpresas. A carne deve chegar a 68°C.
    • 💡 Não exagere no molho. Se estiver muito ralo, você pode engrossar com um pouco de amido de milho misturado com água. Borbulhar rápido ajuda. Mas cuidado com o amargor. O ponto é brilho e aroma doce, mas equilibrado. O vinagre de maçã ajuda a dar sabor. Troque por outro, mas diminua a quantidade.
    • 💡 Controlar o tempo de cozimento é crucial. O ruído muda na frigideira. Quando começa a estalar menos, é hora de baixar o fogo. Aguarde até o molho engrossar. Se ele grudar na carne, é sinal de que tudo está certo. Mas, se tudo estiver muito escuro, diminua o fogo antes que queime.
    • 💡 Se as costeletas estiverem muito secas, pode ter sido a temperatura alta demais ou cozimento longo. Caldo extra pode ajudar. Se não tiver, água e sal servem. Para um toque especial, experimente mel de flor de laranjeira. Isso dá um aroma cítrico incrível, transformando o prato.
    • 💡 Salsinha fresca é mais que enfeite. Também traz frescor. Mas não exagere, ou o sabor pode se perder. Sirva na hora, prazer de comer quente é mais real. E acompanhamento roda fácil: purê de mandioca, arroz, ou uma saladinha fresca. O contrasta ao prato é sempre bem-vindo.

    Perguntas frequentes

    Qual a melhor forma de armazenar as costeletas?

    Use recipiente hermético. Como durar mais? Refrigere por até três dias. Congelar é opção, mas pode perder suculência.

    Se eu não tiver shoyu, o que usar?

    Molho de soja é essencial. Você pode tentar molho de peixe mas fica bem diferente. Alguns usam molho inglês como alternativa.

    O que fazer se o molho queimar?

    Retire do fogo rápido. Adicione um pouquinho de água ou caldo, isso ajuda a soltar no fundo. Foque na temperatura, a redução é delicada.

    Posso fazer essas costeletas em um forno?

    Sim, mas não é o mesmo. Selar antes é melhor. Coloque no forno a 200°C por 20-25 minutos após selar, isso ajuda a manter a suculência.

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