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Sorvete Cremoso de Pêssego

Sorvete Cremoso de Pêssego

Por Julia

Um sorvete artesanal à base de pêssegos frescos, creme de leite e leite condensado que forma picos firmes e textura aerada graças à técnica de mistura cuidadosa. O toque de extrato de baunilha e uma pitada de sal realçam o sabor da fruta, enquanto a refrigeração lenta garante consistência ideal. Uma alternativa é substituir o leite condensado por creme de leite condensado light para reduzir a doçura. A receita tem um tempo total de preparo e resfriamento aproximado de 5 horas, servindo seis pessoas, combinando sabor intenso com a refrescância da fruta madura.
Preparo: 20 min
Cozimento: 0 min
Total:
Porções: 6 porções
#sorvete #sobremessa #verão
Sorvete caseiro de pêssego sem uso de sorveteira. Já testei várias formas, e percebi que a textura cremosa vem do ponto certo do creme de leite batido — ultrapassa isso e azeda rápido; faltou ponto, fica massudo. O segredo está em combinar o leve adocicado do leite condensado com a frescura da fruta fresca, que deve estar madura, porém firme para entregar aquela textura suculenta que não vira papa depois do congelamento. Adicionar uma pitada de sal quebra a doçura excessiva, foge do comum, mas funciona muito. E o álcool? Não obrigatório, mas ajuda a não cristalizar e eleva o aroma, transformando o sorvete em uma sobremesa refinada, mesmo simples. Serve seis e virou meu coringa nos meses de verão. Resfriar o bowl antes e dobrar a paciência na hora de incorporar o creme são indispensáveis.

Ingredientes

  • 250ml de creme de leite fresco gelado (substituir por creme de leite pasteurizado fresco, mas o resultado pode ser menos firme)
  • 4 pêssegos frescos grandes, picados (usar pêssegos em calda caseira se não encontrar os frescos)
  • 250ml de leite condensado integral (pode usar metade leite condensado light para equilibrar a doçura)
  • 50ml da calda reservada do pêssego (se usar em calda industrial, dilua com um pouco de água para evitar doçura excessiva)
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • uma pitada generosa de sal
  • 1 colher de sopa de rum branco (opcional, traz um aroma complexo e evita cristalização)
  • Sobre os ingredientes

    Usar creme de leite fresco gelado é o pilar da receita. Não economize tempo nessa refrigeração, é o que determina a montagem ideal. Pêssegos, escolha os firmes para evitar que soltem muita água, mas maduros, com aroma pronunciado — o ponto entre firme e maduro varia conforme a safra. Se necessário, descasque para evitar textura farinhenta. O leite condensado pode ser ajustado para quem prefere menos doce, misturando versões light ou até creme de leite fresco para diminuir a doçura geral, mas tragando um sabor mais neutro. A calda reservada intensifica o sabor do pêssego, mas cuidado para não exagerar e deixar doce demais. O sal é fundamental; ajuda a equilibrar e dar profundidade ao sabor. Rum branco é opcional mas melhora a textura e prolonga a conservação, um truque que aprendi depois de repetidos testes com sorvete amarrando.

    Modo de preparo

  • Comece gelando muito bem a tigela e os batedores — isso ajuda o creme a montar de forma rápida e consistente, sem virar manteiga.
  • Bata o creme de leite em velocidade crescente até formar picos firmes; o segredo é sentir quando ele segura a forma mas ainda está macio ao toque; cuidado para não ultrapassar e virar manteiga granulada.
  • Em uma tigela grande, misture os pêssegos picados com o leite condensado, a calda reservada, a baunilha, o sal e o rum. Bata na velocidade média só até ficar homogêneo — não precisa ficar um creme liso, pedacinhos dão textura gostosa.
  • Agora vem a prática para manter a leveza do sorvete: vá incorporando o creme batido aos poucos (aproximadamente em quatro vezes). Use uma espátula de silicone, faça movimentos delicados de baixo para cima, como se quisesse não perder ar. Essa etapa é que garante aquela textura que derrete na boca.
  • Coloque tudo em uma forma tipo pão untada com manteiga para ajudar a desenformar depois. Cubra com papel alumínio (melhora a retenção da umidade e evita cristais de gelo) e congele por cerca de 4h30 a 5h, mas o ponto certo você confere passando o dedo: deve ficar firme, mas não duro de rachar — só um pouco maleável nas bordas.
  • Retire do congelador e deixe descansar na bancada por 5 a 7 minutos antes de servir — o sorvete fica na temperatura perfeita para colher sem esforço e liberar todos os aromas. Sempre use colher quente para cortar e evitar manchas.
  • Dica: se quiser, pode adicionar frutas secas caramelizadas, raspas de limão siciliano ou um toque de canela para variar o sabor na próxima vez.
  • Dicas de preparo

    A ordem é quase sagrada para um sorvete aerado. Primeiro creme de leite batido gelado — ponto firme que não caia em segundos. Depois, mistura líquida com frutas e aditivos, batida só o necessário para homogeneizar. Incorporar o creme batido em 3-4 fases evita perder volume. Use sempre movimentos lentos e envolventes com espátula, não bata com batedor, senão vira chantilly comum ou manteiga. Transferir para forma com cuidado evita compactação, que compromete a textura. Cobrir com alumínio impede as chamadas queimaduras do freezer. O resfriamento pode variar; mais de 5 horas pode endurecer além do ponto, menos de 4 não firma bem. Sempre soltar do freezer para deixar descansar 5 minutos; sorvete duro esconde os aromas e impede a colherada perfeita. Se cristalizar, bata novamente com batedor ou deixe amolecer mais e misture para recuperar a textura.

    Dicas da chef

    • 💡 Comece gelando a tigela e os batedores. Isso é crucial. Sem eles frios, o creme não bate do jeito certo. A temperatura é fundamental. Dê um tempo, não pule essa etapa. Uma tigela fria ajuda a criar picos firmes. Essa leveza é a chave.
    • 💡 Usar creme de leite fresco é obrigatório. Opções UHT não funcionam. O resultado é pesado. Se não achar o fresco, opte por um creme melhor. O truque: sempre esfriar bem. Quanto mais frio, mais leveza. Sem dúvida, isso influencia a textura final.
    • 💡 Os pêssegos devem ser firmes e maduros. Frutas muito molhadas soltam água. Isso resulta em sorvete aguado. Se necessário, descasque. Ajuda a evitar a textura farinhenta. Caldas industriais? Use, mas tenha cuidado no doce. Dilua se necessário.
    • 💡 Quando for misturar o creme batido, seja paciente. Apenas envolva. Não bata. O segredo está em manter o ar. Em quatro partes, com delicadeza. Uma espátula de silicone é perfeita. Isso garante aquela cremosidade incrível.
    • 💡 O tempo no congelador importa. Se passar de 5 horas, o sorvete endurece. Demais. Teste com o dedo. Deveria estar firme, mas não rígido. Antes de servir, deixe descansar um pouco. Isso traz uma colherada mais suave. Aroma em alta.

    Perguntas frequentes

    O que fazer se o sorvete cristaliza?

    Se isso acontecer, bata novamente. Isso ajuda. Ou, deixe amolecer um pouco. Depois misture. Isso pode recuperar a textura. Alternativas existem, mas não fique desanimado. Muitas vezes é só questão de paciência.

    Como armazenar o sorvete?

    Armazene em recipientes herméticos. Isso evita queimaduras de freezer. Se for usar logo, uma colher metálica é melhor. Para porções menores, congele em formas menores. Teste as opções para ver o que funciona melhor para você.

    Se não encontrei pêssegos, posso usar outra fruta?

    Sim. Manga ou goiaba são ótimas opções. Elas trazem um sabor novo. Ajuste o açúcar se necessário. Fruta madura é a chave. Mesmo assim, mantenha o equilíbrio dos ingredientes.

    Posso fazer um sorvete menos doce?

    Com certeza. Misture creme de leite ou reduza o leite condensado. Tente a versão light. Contudo, tome cuidado, pois isso pode alterar a textura. O exemplo perfeito é sempre ajustar ao seu gosto.

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